terça-feira, 30 de março de 2010
MORRE NA BAHIA, O CAETANO QUE NÃO FOI TROPICALISTA
Quando o presidente da câmara legislativa anunciou um minuto de silêncio para homenagear o Caetano, morto na Bahia, durante assalto, juro que pensei no irmão da Bethânia. Eu não assistira telejornal e nem rádios que trabalham com notícias fresquinhas ( neste caso quentinha). Só depois que Marcos Damaceno disse que a vítima fora vereador em Cascavel, é que pensei no Caetano Bernardini, líder do prefeito na Casa, em l979, quando havia necessidade de liderança no local, Rua Paraná (centro). Escolhi, lá mesmo, onde soube da morte, ocorrida na fazenda do empresário rural, na localidade de Nova Treviso, em ação criminosa com armas de fogo, um momento da campanha eleitoral de l988, na qual Caetano Bernardini, foi vice da chapa-puro sangue do PDT encabeçada por Ivo Roncáglio, para bloguear em cima do sangue derramado, à falta de leite, visto não ter o mesmo talento literário de um Chico Buarque, por exemplo. Vá ser prolixo, assim, na internet, sô! Durante comício frontal à Lanchonete Treviso, Leonel Brizola, em l988, pediu que não se votasse no Caetano. " Não anulem o voto. Votem no Ivo que, ai, sim, vocês estarão ajudando o Caetano". Na Giombelli, hoje Fórum, o ex-governador carioca soubera que o vice tinha mais votos que o outro. E tentaram persuadir o caudilho a fazer com Ivo em Cascavel o que iriam fazer com Algaci Túlio, em Curitiba. Na capital, Maurício Fruet, do PMDB, iria ser prefeito se Jaime Lerner não fosse intimado para substituir Túlio, faltando duas semanas. " Não podemos comparar o Jaime com o Caetano e nem Curitiba com Cascavel. Além disso, a forma como o PDT trocou de comando, inviabiliza qualquer troca-troca", ponderou Brizola ainda no prédio suntuoso do Albino. Caetano sumiu de Cascavel há muito tempo. De Curitiba, se mudou para a Bahia, tendo o mesmo fim do coronel Aroldo Cruz, também assassinado, só que em Cuiabá ( Mato Grosso). Sobre a saída do PDT de históricos como os irmãos Adams ( Hilmar e Elemar) acrescente-se em nome do jornalismo sadio, que a sigla fora alugada por Ivo Roncáglio, empresário do ramo imobiliário, mas também moveleiro, junto ao ex-vereador Marcos Formiguieri. Enquanto vereador, Bernardini, sabendo tudo do caso Heleno, depois que a edilidade arquivou um pedido de CEI para investigar o crime, proposta por Otacílio Ribeiro, do MDB, prometeu divulgar quem mandou matar o testa-de-ferro do Fronteira do Iguaçu. Por ser político, no entanto, não cumpriu com a promessa, deixando a manchete do jornal, sem sentido. " Líder do prefeito promete nome do mandante, hoje", título garrafal do matutino, da lavra de Rolvi Martini, durante aquelas intermináveis madrugadas. Quando o Grêmio jogou com o Cascavel, Caetano integrava a diretoria. O tricolor gaúcho posou aos fotógrafos, menos o Valdir Luiz Khun, de O Paraná, tendo a felicidade de atrair Caetano ao lado da equipe gaúcha. Ninho da Cobra, outubro de 79, 3 a 1, sendo que, Lulinha, fez o único gol que o Cascavel marcou no Grêmio, nos três jogos em que os times mediram forças: Ciro Nardi ( 1 a 0 em 72); Ninho da Cobra ( 3 a 1 em 79); Olímpico local, veja bem, 2 a 0, em l986. Se acrescentada esta partida a atual invencibilidade gremista, 50 jogos, poderia se dizer, 51 é uma excelente ideia. O Grêmio está invicto, em casa, há 51 partidas, computando-se com computador a última que jogou com o time do Cascavel no Olímpico local. Até amanhã, se amanhã é quarta.
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