quarta-feira, 10 de março de 2010
EMPRESAS DE KAEFER ESTÃO MAL DAS PERNAS
Se até amanhã 11, os funcionários da Diplomata, antiga Pacaembu, em Cascavel, não receberem os salários de fevereiro, vão parar de trabalhar. Sem receber, reclamam ainda dos 6% de reajuste decidido em dissídio coletivo acertado em convenção de junho de 2009. São mais de 200, que atuam na unidade de beneficiamento de soja e na fábrica de ração da unidade fabril. Os salários variam entre o mínimo R$ 510,00 a 900 reais. Questionados pelo blog durante pausa para o almoço, os trabalhadores disseram que desde novembro recebem com atrasos de até cinco dias. Dois diretores da Diplomata estiveram com eles nesta quarta, garantindo que depositarão os valores, não se sabe se corrigidos de 6% . Os que atuam no turno da noite interromperam a atividade na madrugada passada e retomaram o trabalho às 1oh da manhã de hoje 9, após contato com os dirigentes. Quinze cruzaram os braços como advertência. O sindicato da categoria admite que a falta de recursos para honrar a folha de pagamento dentro do prazo legal, atinge todas as unidades do conglomerado ( unidades de abate em Capanema e Francico Beltrão (PR) de suínos e aves). No laticinio, em Itaipulândia (PR) também os salários estão atrasados. Sobre a demora em repassar aos trabalhadores o valor estipulado em convenção, o sindicato diz que o similar patronal não homologou o dissídio, em manobra que protelou o reajuste que ficou aquém do que a categeria reinvindicara: 10% . Sómente os que atuam no setor de moagem de grãos é que serão beneficiados, em caso de pagamento do dissidio. Outras empresas do deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB) apresentam problemas. Os postos de derivados de petróleo, por exemplo, alteram semanas fornecendo gasolina com períodos de desabastecimento. O produto tem que ser pago à vista. Nos jornais diários do grupo, também há sintomas de torniquete financeiro. Funcionários dos tablóides diários, O Paraná e Hoje, admitem, veladamente, temendo represálias, sucessivos atrasos em seus contracheques. O empresário promove profundas alterações nos quadros dos matutinos, substituindo jornalistas antigos por desovados pela frenética oferta de mão de obra barata oriunda dos cursos de Comunicação Social ofertados pelas universidades locais. O bicho tá pegando e a Diplomata não está bem das pernas. A críse financeira do ano passado, iniciada com o subprime nos EUA, a quebra de bancos, a Europa mergulhada na recessão, protecionismo, barreiras sanitárias e diminuição de consumo de commodities formam um coquetel para tirar do sono quem investiu muito com dólar alto e câmbio fixo. Alfredo Kaefer já cansou de pedir ao governo a desvalorização do real. Ele erigiu sua rede de empresas com exportações de frangos. A equipe econômica não mexe no câmbio flutuante. O máximo que virá, será a elevação da taxa básica de juros (Selic). Falta fixar o percentual. O PT no poder é mais conservador que o mais conservador partido de direita. Quem mandou o Kaefer acreditar cegamente no mercado? Capitalismo é cassino, onde se perde fácil e se ganha com facilidade. Leia O Jogador, de Dostoievski.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário