quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NO GAECO, ME CAHAMA ATENÇÃO O JALECO

Os nomes dos envolvidos em quilos de cocaína não foram revelados pelo corregedor. Melhor. Induz a especular. Pegue as fichas dos policiais e tire suas próprias conclusões. O Amadeu disponibillizou uma galeria de ex-delegados que chefiaram a delegacia local. Mas não é o prontuário mais adequado. O podridão da banda atinge os escalões inferiores também. No Via Fax, o autor teve um rasgo de genialidade: " Quanto mais prometem banda larga, mais vejo a banda podre". É o aforismo do mês, em meio a um festival deles, todos aproveitáveis. É fácil saber quem é quem. É só observar a evolução patrimonial. Açougueiro do IML, anda de Ranger, só para declinar um único exemplo. Ano passado, um motorista da Acesc, o Ângelo Sganzerla, caiu na malha fina com quase uma tonelada de maconha, num rabecão do IML de Toledo, acondicionada em caixões para defuntos, na região lindeira do lago de Itaipu. A mídia, ora a mídia, não foi capaz de se aprofundar. Levou um jabaculê e se afastou.

Não li e não escutei nada sobre a primeira extraordinária da Câmara dos Deputados onde tramitou o projeto de lei do Planalto, sobre o valor do novo salário mínimo. O Michel Temer, temendo uma surpresa, deu uma de Atair Gomes. Foi à Casa dialogar com a base não muito firme que ameaça sustentar o governo na base do toma-lá-da-cá. O vice, por ser bem casado, sentiu que o estilo tratoral da presidente pode causar estragos na lavoura recém-semeada. Acho que saiu vitorioso o mínimo de 545 reais. O DEM apresentou emenda, querendo 560. Os tucanos, mais generosos ainda, desde a campanha, batem o pé nos 600 reais. Dilma vence o primeiro assalto. Mas já gastou um eito de seu capital político. Só com o PDT chegou a um nível de desentendimento, que nem mesmo a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Luppi, deixou de ser cogitada. Minha curiosidade está nos votos de Romário, Tiririca, Padovani e Giacobo, o quadrado mágico da Casa. Os primeiros são governistas. Padô quer obras pelo DNIT na 277, em forma de emenda paroquial, e, Fernando, é o Giacobo que o Osmar Dias conheceu, de de fato, na campanha. Kaefer votaria no 545, mas em troca de flexibilização do câmbio, ,uma velha bandeira. Dilma vai mexer, mas não disse quando, segundo jornais argentinos. Frangão é Dilma, desde l970, quando ela caiu nas mãos da Operação Oban. É voto e papo firme. Em caso de rebelião, o SUS congela o Uopeccan.

Em passagem pela Secretaria de Obras, obtive do titular da pasta, Paulo Gorski, o Paulinho, o fatiamento dos recursos liberados pelo governo anterior, Paraná Cidade, 17 milhões de reais, para empreiteiras aplicarem asfalto, já que a usina municipal não deve existir mais. A Rio Quati, dos Dalmina, levou 9,3 milhões. Vai ter que pavimentar 169 mil metros quadrados de ruas, com asfalto novo. A Petrocon pegou 4,2 milhões. Tarefa: aplicar recape asfáltico em 274 metros quadrados. Dos l7 milhões, obteve-se um desconto de quase 3 milhões de reais. Uma terceira empresa pegou uma rebarba do bolo. Quem fiscaliza a qualidade do asfalto, na rádio do dono da Petrocon, é o vereador Júlio Cesar Leme da Silva, ainda no PMDB. Mas ele só poder achar defeitos em obras dos outros. Está terminantemente proibido de falar de alguma falha da Petrocon. A ordem é tirá-lo do ar, em caso de desobediência. Ronaldo Scanagatta não tolera indisciplina em suas empresas.

Um comentário:

Anônimo disse...

E por falar em asfalto, saiu a licitação para toneladas do produto que serão aplicadas no aeroporto municipal. São 1735x45 metros, 15 centímetros de espessura, mais a taxiway e estacionamento das aeronaves. A empresa ganhadora vai, além de aplicar o asfalto, sinalizar a pista.

Será que serão os mesmos vencedores ?