quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O DIA EM QUE QUASE PERDI O CHEVETTE

Eis-me invadindo a privacidade de outrem, que não é bala e nem da Ferroeste, mas que vai de carro particular hoje à noite, com a família, imantado a Bebedouro (SP) pelo casamento da sobrinha e afilhada de nome não anotado e nem mencionado pelo personagem em tela, Paulo Moraes, (Sindec) de idade acima dos 60, quero crer. As bodas serão no sábado. Com a morte do Luiz Ezequiel Porfírio, me arvoro em colunista social do Sindicato dos Comerciários, que anda fazendo blitz nas varejistas verificando como é que os patrões andam tratando os trabalhadores. Tem gente que não oferece nem lanche aos vendedores. E ameaça de demissão quem delatar ao Sindec as condições em que trabalha. E ignoram a legislação federal (CLT) quando reclamam de normas e de regras. Recomendei ao Moraes mesma cautela que recomendo a todos que irão viajar por estradas. Quando o advogado do Requião, Mozart de Quadros, por exemplo, abandonava o Fórum da Comarca local, após audiência sobre a suposta ordem do ex-governador para que a PM executasse um sem-terra em Campo Bonito, sugestão do Joni Varisco, publicada por um jornal do Sefrin, em l996, eu falei pro Mozart, que de mim se despedia, já fora do prédio, ao lado do carro, voltando a Curitiba, que tudo que havíamos até então protagonizado era mais um capítulo do teatro de absurdo que é a nossa existência. E que o perigo era o que ele iria fazer. Viajar, de carro, mais de 500 KMs. Ele seguiu meu conselho. Preferiu pernoitar e, no dia seguinte, ao amanhecer, empreender viagem. Era um ótimo interlocutor o de Quadros. E me disse ser um absurdo o Requião me processar por que eu publiquei a opinião do Joni sobre o assassinato. Varisco acabou punido em salários-minimos e, eu, excluido do processo. A Justiça não quis me tomar o Chevette FA-0854.


O arauto do governo de Beto Richa, da equipe de transação, Fábio Campana, de visual novo, no jornal do Marcos, sugere que Cascavel pressione, se quiser uma vaga no primeiro escalão, depois que o Hibrahim Fayad
recusou o convite que lhe foi feito. O pai do Beto foi pressionado pelo prefeito Tolentino, em l983. O alcaide pressionou tanto que o governador encerrou uma audiência no Iguaçu e pediu que os visitantes se retirassem de seu gabinete. Fidelcino levantou demais a voz e José Richa ordenou que fosse falar alto lá fora. Depois disso, ficou quase meio ano sem nos visitar. Acabou nomeando o Bento Tolentino,ao núcelo da SEAB, mas sem deixar de produzir marolas, contornadas pelo Salazar Barreiros. Requião, em l998, acusou os que dirigiam a cidade de se venderem ao Lerner em troca de um protocolo de intenções sobre um novo aeroporto, amarrado com papel higiênico. O jornal do Marcos publicou, mesmo com o Salazar, pessoalmente, pedindo para que nada fosse divulgado. Cascavel estava para preencher, de novo, a pasta da Justiça e da Cidadania. Porém, nas últimas horas, a possibilidade murchou. Nem Dietrich, Marcon, Bruno ( que é de Curitiba) ou mesmo Aldo Parzianello, que se candidatou deputado estadual pelo PSB exatamente para voltar ao cargo que ocupou ( e mal) duirante três anos de Requião. Alguém me bateu que Parzianello caiu na esteira dos escândalos, não revelados, das quentinhas do coronel Justino. Mas a versão nunca se transformou em fato. Aldo, de tão insignificante, nem sequer provocou alguma manchete como o Alceni Guerra, por exemplo, defenestrado da Casa Civil, em 2001, 14 dias depois da morte do deputado Tiago de Amorim Novaes. Não sei se Beto, pressionado, como sugere o arauto de barba tosada, iria nomear alguém daqui ao primeiro escalão. Assim como também não sei se temos o perfil que Richa está exigindo de seus homens ( e mulher) mais próximos. Vazou que ele recomendou aos que iriam se candidatar, curriculum compatível com o cargo que, dependendo do desempenho, será preenchido por outro, no rodízio convencionado pelo eleito. Quem não atingir uma determinada meta, será afastado. Seria uma temeridade Cascavel se expor desta forma depois do desempenho notável dos integrantes do governo-tampão de Mário Pereira entre os meses de abril e dezembro de 1994, encerrado, apoteoticamente, em Wall Street, com João Bosco Vidal integrante do séquito. O chifrudo de bronze mugiu. Há um touro ali, que simbolizava o regime até 15 de setembro de 2008. Lehman Brothers.

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