Para fugir à pecha de vagabundo, se voltarem a assim me nominar no corredor polonês da Câmara, exibirei as falanges dedais calosas de tanto digitar. Enquanto trabalho intelectual não for reconhecido como esforço, continuarei sendo o que o Paulo Bebber reverberou em maio do ano passado, no que foi seguido pelas testemunhas. Assessores ociosos e um Marcos Damaceno omisso e conivente.
Lavrado o editorial, passo à manchete. Na terra de Dilmo, Dilma perde para Serra!
Pesquisa séria, encomendada pela rádio do Jacy Scanagatta, de olho na verba do Paraná Urbano, que o Júlio jurou, ontem, que não tentou obstaculizar o convênio Cascavel/Paraná Urbano, divulgada na manhã de hoje, revela que José Serra, que veio ao Show Rural, venceria a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata assumida do PT à sucessão do cara que mais votos tem no Brasil. Dilmo Sonda, que está na manchete encimada, além de ter sido Sonda, clã controlador do Instituto Datasonda, foi filho do Caetano, sendo tio do Cesar DataSonda e do Jorge Datafolha Sonda. Apesar disso, a senhora Dilma perderia se a eleição fosse hoje. Ainda bem que há uma Copa pela frente, chata igual uma Copa do Brasil, mas que fornecerá à candidata os meses necessários para melhorar seu desempenho numa cidade-chave em qualquer eleição que se faça, com o beneplácito da Justiça Eleitoral. A sondagem do Instituto Bauermann foi feita nos dias l8 e l9 passados, margem de erro de 2 pontos percentuais pra cima e pra baixo, foi registrada no Cartório Eleitoral, sendo, portanto, absolutamente legal, estando imune a incursões judiciais por quem venha se considerar prejudicado pelos números coligidos no centro e no interior consultando 400 eleitores de diversos níveis sócio-econômicos e de elevado grau de escolaridade com o boom das universidades privadas depois que o Renato Silva ganhou uma do Tolentino, em l993. Para os cargos menos importantes, a pesquisa revela um Leonaldo Paranhos (PSC) assustador, com 22 por cento de intenção na sondagem estimulada. Bate com o que o Tiquin, cabo eleitoral do Menin, falou, ontem, na Câmara. Tanto o Menin como outros que empregam cabos eleitorais do Paranhos, Damaceno incluso, devem ficar de olho no santuário de traíras. É gente que, com o fim da era Lísias, o mais rejeitado, está se mimetizando para não sofrer com os efeitos da crise que toma conta do morimbundo capitalismo. Para deputado federal, Fernando Lúcio Giácobo, com acento, depois da reforma, lidera a corrida. Tem l2 por cento contra 11 por cento do Alfredo e 10 por cento do Parcianello. O João ainda não decolou, apesar do sorriso espontâneo, das entrevistas na rádio CBN e dos outdoors sobre a ACIC e seus funcionários ( 3. 000) e mais a média salarial da categoria: mil e 800 reais. O tamanho desta inverdade, pode estar impedindo Destro de ser citado, desta vez pelo eleitor. André Bueno está com 6,75% na estimulada e com 1 por cento na espontânea. Tarefa de Hércules ao pai transferir ao filho os votos que conquistou recentemente: 50 000. O Jadir tem uma pálida presença na aferição, sem contudo sorrir de orelha a orelha como se fosse um Paranhos. Este, disputa eleições desde l992, sendo recordista em cartões vermelhos. O primeiro foi a vereador. l996, se elege vereador no pmdb. Vice-prefeito no plebiscito de 2000; deputado estadual em 2002 ( vermelho); prefeito em 2004 ( vermelho); deputado estadual em 2006 ( vermelho). Ipem em 2007 ( vermelho). Aderiu a uma seita pentecostal, num rasgo de infidelidade religiosa. A pesquisa é um retrato do momento. Digo melhor: é um farol. Ou ainda, um flagrante do momento. Comento a aferição por que a rádio não tem comentarista. Hoje, o titular do espaço, onde o trabalho foi veiculado, não conduziu o programa; E nenhum dos envolvidos, nem mesmo a Dilma, falou sobre a tendência do mais politizado colégio eleitoral do Paraná. O Osmar vai bem, apesar dos solavancos da prefeitura. Acho que certas flores que jogam nele na ACESC poderiam ser guardadas para outras eleições. É isso. Posso voltar amanhã. Estou indeciso.
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