quarta-feira, 14 de abril de 2010

UM APITAÇO AGILIZA MAIS QUE MINISTÉRIO PÚBLICO

À falta do promotor de Justiça no acompanhamento de um inquérito, o delegado pode ser agilizado na base de apitos, faixas contendo slogans e uma dose nutrida de mídia (Tvs, rádios,jornais e até panfleto). Um dia depois do protesto de familiares e amigos de Leandro Branco Vieira da Silva 21, assassinado na entrada de um colégio estadual, na São Paulo, centro desta cidade problemática, o tira que preside o inquérito, Ademair não sei das quantas, admitiu, hoje de manhã, na delegacia de polícia, que um dos suspeitos presos no mesmo dia do crime, na estação rodoviária,é mesmo o autor dos disparos efetuados com revólver 38 em perseguição à vítima no meio da rua que lembra o estado mais rico da Federação. Foram levadas testemunhas que viram o atirador fugindo do local, em direção à moto ocupada por um segundo indivíduo, com a qual fugiram ao flagrante. Disse o delegado: " Com o reconhecimento de Márcio Santos da Silva e de Jean Carlos Lourenço Martini, feito através da apresentação de outros supostos suspeitos, técnica conhecida e aplicada em casos em que há dúvidas na imputação, a possibilidade de a dupla ser beneficiada com habeas corpus fica mais dificil". Além do que, ambos já participaram de outro homicídio, em junho de 2009. Falta, agora, o mais importante: saber quem mandou executar o estudante de direito e explorador de casa de câmbio, na SãoPaulo, esquina com Souza Naves.

Para quem aprecia a execução do Hino Nacional, praxis observada em jogos de futebol sem que os jogadores saibam a prolixa letra da obra, a invasão de hoje da Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba, foi o preâmbulo das interpretações desta noite, durante a Copa do Brasil e Libertadores da América. Estudantes, militantes da CUT, integrantes do MST, após derrubarem, em ordem, o portão de ferro que protege o Parlamento, se dirigiram, ordeiros, ao plenário da Casa, onde pediram mais acuidade e transparência com o dinheiro do contribuinte em mais um bom capítulo da minissérie produzida pela RPC sobre os descalabros iniciados com Aníbal Curi e sequenciados pelo filho dele ( Alexandre) e por todos os que o substituíram na presidência desde l998,incluindo-se Hermas Brandão, hoje com pose de iminente presidente do Tribunal de Contas. A ocupação pacífica das instalações da AL não estava no script da afiliada global. Foi de improviso, depois de matéria repetida, veiculada ontem, mostrando uma das fantasmas do presidente Nelson Justus dizendo que trabalha na AL, mas não sabe o que faz. Non sense puro.

Aqui, em nossa casa de leis, ou Câmara de Vereadores, um pedaço de asfalto foi o grande troféu da sessão do projeto redundante de Otto Reis, bem rejeitado por 9 vereadores ( Paulo Tonin, do PP, voltou a sair da base aliada, se somando à minoria insurgente). Júlio César, depois de enviar um de seus assessores à Espanha, verificar onde anda a funcionária que trabalhou em Curitiba, quando Edgar foi deputado, colidiu com Paulo Bebber, durante a salutar discussão provocada pelo asfalto aplicado em Ipanema, rua Moacir Bordignon, supostamente sem capa de 4 cm de espessura. Bebber não condordou com Júlio e, se não fosse o segurança da casa aposentado, Paulo Tonin, a dupla teria ido tomar cafezinho no plenarinho, a sala onde os conchavos de última hora são celebrados. Júlio César, depois de fracassar na tentativa de associar os funcionários do Nelson Justus com os do Edgar Bueno, fez um enorme alarido na mídia em torno do asfalto, mentindo que tenha contratado um laboratório para diagnosticar a qualidade do derivado só porque o contrato é de mais de 2 milhôes de reais e a Petrocon não aceita que outra empresa aplique o produto preto que até branco racista aceita, desde que seja na rua dele e que mais tarde não receba um boleto da Sefin chamado de Taxa de Contribuição de Melhoria. O Júlio quer ser deputado, mesmo com a situação em que está submersa a Assembléia Legislativa. No entanto, em vez de ir à Curitiba visitar a sogra e ajudar a RPC a passar a limpo a Casa que deseja frequentar, fica em Cascavel se indispondo com o Bebber. Até parece briga de vereadores de médio porte.

Com um novo governo, respira-se um ar de maior segurança nas escolas estaduais. Com Requião, matava-se até estudante de l4 anos, dentro da sala de aula. Com Pessuti, as mortes continuam, só que nas calçadas dos colégios. Caso Leandro, é uma prova do exposto.

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