quinta-feira, 29 de abril de 2010

O REQUIÃO NÃO É VILÃO. LERNER E FHC, SÃO

Desculpem o atraso. Por não ser algo de primeira necessidade, a página está sendo postada às l8h30min. Posso, com esse horário, robustecer minha imagem de vagabundo, reverberada por Paulo Dileto Bebber, no corredor polonês da Câmara, em maio do ano passado. Imprevistos impublicáveis me impediram de bloguear o que pautei para quinta-feira. Se fosse logo após o almoço, já teria dito que, não se deve bater no Requião porque o Senado aprovou o projeto que devolve ao Paraná 260 milhões de reais e impede que a União retenha, a cada trinta dias, R$ 7 milhões por conta da privatização do Banestado, obra conjunta dos senhores Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Jaime Lerner (PSB, presumo). Estes, sr. Fábio Campana, faccioso e raivoso ex-assessor de comunicação de Requião, são os verdadeiros vilões da novela em tela. Roberto não me passou procuração para defendê-lo, mas minha consciência me obriga fazê-lo. Ele bem que tentou acabar com a pantagruélica multa. O Senado, no entanto, logo depois da campanha de 2006, não tinha em seus assentos dois senadores irmãos dispostos a cerrar fileiras em torno dos interesses maiores do estado, esquecendo das rusgas e rugas oriundas daquela apertada vitória do PMDB. As feridas foram se cauterizando, aos poucos. Hoje, quase 4 anos depois, Osmar, já mais cordato, achou que o momento de agir é este. E Paulo Bernardo, equilibrado ministro do Planejamento, cabo eleitoral de Gleisei Hoffmann, foi peça fundamental no arranjo eleitoreiro, mas importante, desde que o dinheiro repatriado seja efetivamente bem empregado. Obras de infra-estrutura e socorro aos flagelados pelo capitalismo. Com este tipo de modelo sócio-econômico, todas as mazelas tendem a ganhar silhuetas trágicas. E você, Campana, mais do que ninguém, o sabe. A mídia está toda aflita com a possibilidade de uma frente progressistas no Paraná, forma de espantar o retrocesso com os mesmos atores que venderam o Banestado e criaram a multa milionária, e que não é herança de Requião. Este homem, a despeito de seus exageros, ainda vai ser lembrado na hora em que historiadores sóbrios e sinceros se propuserem a revelar o que os movimentos sociais receberam do governo estadual, a exceção da tragédia de 8 de março de l993, em Campo Bonito.

Sobre outdoors, promessa do blog anterior. Não se vandaliza mais cartazes como ontem. Quando o PT doméstico era um projeto, jogava-se tinta, quando não rasgavam as mensagens. Latifundiário tinha o rosto manchado de sangue. Em 2002, o candidato a deputado federal, Lísias Tomé, do PPS, espumando baba branca, tachou de VAGABUNDOS os vândalos que destruiram sua propaganda em forma de cartaz. Em 2005, a cidade lia que havia alguém acahacando empresários. Era Leonaldo Paranhos, fazendo uma insólita pregação contra o desafeto que hoje o hospeda num jornal. Antes, em 1992, depois da convenção do PMDB, que homologou Tolentino a prefeito pela segunda vez, via-se e lia-se cartazes com a advertência: CUIDADO!!! TRAIDOR À SOLTA...
Acho desnecessário revelar o nome do prefeito que aderiu à aventura collorida de Arnaldo Curioni para fugir do que seria o segundo mandato de Fidelcino Tolentino, leitor das Profecias de Nostradamus, picareta que previu o fim do mundo para 11 de agosto de l998. Hoje, os outdoors mais em evidência são o de João Destro (PPS); Alessando Meneghel (DEM), vandalizados pelo vento. Pelo menos, dois que eu vi na Tito Muffato, avenida que demanda ao Santa Cruz, onde está o campus da Univel, esconderijo de quem não quer ver o Renat Silva, que, ontem, no Peru, jogou 5 minutos, depois que Ricardo Gomes sacou Washington de saco cheio de tanto ser pressionado pelos peruanos. Fora dos outdoors, uma do Renato, na RPC, no debate que deu ao Lísias o direito de gerenciar -e mal - o município, a partir de 2005: " Você Edgar ( se dirigindo ao prefeito) quando entrou lá, não sabia nada. Eu também tenho direito de aprender". O que o Renato não quer na faculdade, deseja para o poder público. Alguém autodidático. "Está faltando um abraço". (Wando). Estava. Bindé.

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