Não vou ( não fui) à sessão redundante da Câmara que se julga de Vereadores. É que o Otto Reis quer aprovar um projeto, que, se aprovado, iria lhe dar uma ferramenta para fiscalizar as compras do poder Executivo, os contratos, as cartas-convites, os convênios. Ocorre que a Constituição já dá ao vereador a prerrogativa. Ele é, desde que eleito, diplomado e empossado, um fiscal do Executivo. Não tão eficiente como Reinaldo Vilela, por exemplo, mas está credenciado a passar os olhos sobre os negócios oficiais, como se fosse membro do Tribunal de Contas do Estado, onde o Lísias encalacrou. Logo, para me livrar do stress que iniciativas redundantes provocam, fico sem frequentar a sessão. Não joguem pra mim, se também integro a platéia para a qual o Otto joga, segundo o Júlio, o Garoto de Ipanema.
Me explico. O Júlio mandou dizer que estava, ontem, em Curitiba, atrás da situação funcional da Oneida,do Cabaral e daquela que hoje vive na Espanha ( cuidado que o juíz Baltazar Garzón). Na verdade, o vereador foi ver a qualidade do asfalto no bairro Ipanema. Logo, virou personagem de Tom ( e Jerry) e de Vinicius Cantuária. Olha que coisa mais linda/ mais cheia de graça/ É o júlio que passa a caminho do mar ( de lama). A rua onde o derivado foi aplicado, chama-se Moacir Bordignon, vereador de remotas eras e dedo-duro do regime, segundo depoímento de Adi Machado a este blogueiro. As trapalhadas do Júlio tiraram ele do ar nesta terça. Eu o vi na Câmara, ontem, procurando evitar-me, pois sabia que se o visse, a farsa estaria descoberta. Quanto ao asfalto, a capa do emolumento não mede 4 centímetros. Seria de três cm. O Júlio imita o Lísias. Falta uma foto em jornal de picareta, com uma pá nas mãos. E a fita-métrica em plenário. Deram ao Edgar, Oneida, Cabral e a espanhola ( te amo espanhola, te amo espanhola) um atestado de idoneidade que nem o Nelson Justus ganhou da RPC.
Ato público no calçadão. Familiares do Leandro Branco Vieira, de 21 anos, assassinado dia 8 de abril, na São paulo, centro, dono de uma casa de câmbio e turismo, com tiros de 38, estes familiares, ao saberem que um(a)advogado(a) vai pedir a liberdade de dois suspeitos de terem cometido o crime, presos no mesmo dia da morte, resolveram protestar. Apitaram, exibiram faixas contendo palavras-de-ordem JUSTIÇA JÁ desconfiados de que o HC em gestação, possa ser deferido pelo nosso glorioso Judiciário ( Arruda está livre igual àquele pássaro dos Beatles - Free As A Bird). A afiliada da Globo mostrou cenas do protesto. Tomara que o Delazari tenha assistido em Curitiba, embora não se saiba se ele continua na Secretaria de (in)Segurança Pública. O delegado Lino Lopes era estável, em Laranjeiras, mesmo com Luís Fernando no cargo. A Tarobá reforçou, a RPC foi firme, a CBN também, cabendo ao Ado J. ( Globo/Cidade) a nota destoante do protesto: nada foi divulgado por ali. Eu sei que a rádio é fraca de ibope, mas, nem por isso, deveriam ignorar o mais importante gancho policial do dia. Falta editoria na rádio. Não só editoria, donos também. Vendam a Cidade, mas não para o Kaefer e nem para o Gurgacz. Estes já mandam demais neste imenso e despoliciado latifúndio. O crime do Leandro é xerox fiel de outro, cometido num cartório de protestos, na mesma Souza Naves - Everton Rabel. O escrivão Reinaldo Bernardini sabe do episódio. E como sabe. Dependendo de quem é o advogado que irá encaminhar o pedido de HC ao Judiciário, um bom delegado pode chegar à conclusões elucidativas. Eu advogo uma faxina na tiragem civil local. Mas não será o governicho de Pessuti que irá fazê-lo. O Osmar tem aquilo roxo para a limpeza. Inclusive do imexível. Passou da hora de mexer com o imexível. Um abraço.
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