O barulho produzido pelo carro da Vigilância Sanitária é mais eficaz que o produto químico borrifado no Aedes Aegypt, aquela coisinha-ruim da dengue. Hoje à tarde, na Neva, bandos de mosquitos voaram em direção a outros bairros para fugir da poluição sonora da Vigilância.
Gilberto Gil vai ter que promover um recall de Aquele Abraço. Terá que atualizar a letra, onde o Rio de Janeiro continua lindo, logo na abertura da música. Assim:
O Rio de Janeiro continua inundado...
O Rio de Janeiro permanece alagado...
O Rio de Janeiro, fevereiro, março e abril...
Alô, alô César Maia, aquele abraço, alô, alô Eduardo Paez, aquele abraço...
Em novo esforço para se tornar uma Câmara de Vereadores, aquele prédio enorme que abriga l5 titulares de cadeiras e oito assessores, que custam ao município a mesma receita da Taxa de Lixo, abrigou o colegiado conhecido nesta terça-feira, 6. O principal assunto foi a ida ao local do secretário Luiz Carlos Marcon, do Meio Ambiente, atendendo a requerimento, onde explicou a prorrogação emergencial do contrato entre o município a nova empresa que se criou para que a medida fosse praticada por mais meio ano, ao valor de R$ 7,5 milhões. Por mês, a Engelétrica fatura R$ 1,2 milhão. Até 11 de setembro, o município vai terque dar um jeito e licitar a tarefa, legado do senhor Salazar Barreiros, que privatizou a coleta em l991. Como se esperava, dois vereadores, sempre eles, procuraram colocar o secretário nas cordas, já que saia-justa deixaria o Marcon ridiculo diante das banhas que acumula com a vida boa que leva, mesmo com as capivaras que o incomodam no lago, habitat que dividem num clima inamistoso. O secretário fez uma exposição de tudo que foi feito antes da emergência, exibindo no telão o ofício que redigiu e remeteu ao prefeito Edgar Bueno, contendo os motivos que o levaram a propor ao titular do Executivo a prorrogação e não a licitação como quer Otto Reis, por exemplo, o primeiro inquisidor a testar o jogo de pernas do boxeador. O ex-líder do prefeito na Casa, questionou o titular da Sema, com os dois CNPJs exibidos pela Engelétrica. Marcon disse que depois da cisâo da empresa ( desmembramento) surgiu uma segunda pessoa física, a Engelétrica Ambiental, irmã xifópoga da Engelétrica Construções. Com Otto batendo no fígado de Marcon, procurando acertar-lhe a ponta do queixo com vários cruzados de esquerda e alguns de direita, levando-o do centro do ringue para os córners, o secretário contou com o gongo acionado pelo árbitro Marcos Damaceno, que os desuniu depois de entrarem em clichê ( agarrados) diante dos argumentos pugilizados. Aplaudido pela plateia de servidores municipais que lotou o auditório, o presidente mandou que Júlio César Leme da Silva subisse ao ringue para tentar nocautear Marcon, que Otto deixara grogue, mas que revelara um excelente jogo de pernas. Marcon resistiu bem, embora algo esfalfado, pois está com peso acima do normal. Júlio foi mais político do que técnico em seu round ( assalto) que não durou mais do que alguns parcos minutos. O vereador do PMDB sublinhou que o contrato renovado em 2008 ocorreu no dia da saída de Lísias da prefeitura e da volta de Edgar Bueno. Com isso, quis provar que a Câmara não poderia examinar as cláusulas do novo compromisso firmado. Asseverou que não podemos continuar desembolsando l5 milhões de reais anuais pela coleta e varrição de ruas. Trata-se do lixo subsidiado, já que o que a população deixa nos guichês da prefeitura, cobre apenas a metade do bolo. Marcon citou a desapropriação da área de terra para ampliar o aterro sanitário, como uma das causas que o levou a sugerir ao prefeito a emergência contratual. Por pouco, não nasceu um novo precatório. Depois de algumas semanas de negociações, chegou-se a um entendimento no valor de 1.750 sacas de soja por alqueire pela área onde o lixo está sendo depositado. O pai da taxa de lixo, também esteve às voltas com microfone no dia de hoje. Salazar Barreiros foi a uma rádio criticar a extinção do Caom. Que bom seria se fosse à Câmara explicar a privatização do lixo durante seu primeiro mandato, o que originou uma caixa-preta que deve causar inveja até mesmo no ex-ministro Antônio Palocci, quando este administrou Ribeirão Preto (SP). Marcon procurou não responsabilizar o prefeito pela prorrogação emergencial, sem licitar a coleta. E prometeu um edital como querem os vereadores Otto e Júlio quando setembro vier, com ou sem Rock Hudson, Sandra Dee e Bob Darin ( Multiplication).
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