quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O "JORNALISTA" REQUIÃO
Requião é mau jornalista. De posse de um megaescândalo desde 2005, só divulgou o "furo" cinco anos depois. De acordo com o bacharel em comunicação social diletante, procurado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), foi convidado a endossar um negócio escuso envolvendo a malha rodoviária entre Ipiranga e Guarapuava (PR). Por 550 milhões de reais, seria ampliada a estrada de ferro, que, a preços reais chegaria a l50 milhões ( diferença de 400 milhões!). Mesmo que extemporêna e da imaginação do mesmo mentor do escândalo Ferreirinha, da safra escandalosa de 1990, o factóide tirou o chefe da pasta estratégica da toca em que se enfiou como se fora o tatu Giacobo. Mordendo a isca, nadando com o anzol firme nos dentes, o petista veio pro limpo para não só contestar, mas para lamentar que a Escolinha do Governo se preste para esse tipo de denúncia. A preços atualizados, a obra já custaria uns 750 milhões de reais. Equanto Requião libera a matilha em Curitiba, em São Paulo, a "Folha" detona o lobista Zé Dirceu, do mesmo PT de Paulo Bernardo. O consultor pode levar mais de 600 mil reais se o anunciado pelo presidente Lula ocorrer: reativar a antiga Telebrás, através de uma empresa do setor, permitindo ampliar a banda larga da telefonia analógica. A Folha, que já "comprou" os jatos da FAB junto à França, pratica jornalismo de duas vias. Permitiu ao ex-deputado se defender. E ele negou a prebenda, ao mesmo tempo em que afastou os planaltinos que pudessem ser atingidos pela denúncia: o presidente e a Dilma. O caso de Requião, além de maucaratismo, está impregnado da procedente certeza que o governador tem de que com Gleisi Hoffmann concorrendo ao Senado, mais o Mauricio Fruet, ele fica sem mandato, o que não ocorre desde l982, quando logrou se eleger deputado estadual. As estocadas no marido dela são sintomáticas. E Gleisi, se mandar em casa, sai pro Senado. Ela disse, em entrevista recente, que não se preparou para ser vice. Ou seja, tem trabalhado. Se estivesse submersa no ócio, ai, sim, estaria se preparando para despachar com Osmar. A função de vice, é não fazer nada e, em vários casos, ciscar para a frente. Já a denúncia da "Folha", é jornalismo. O forte de Requião não é comunicação, ainda que a Escolinha gerará saudades aos apreciadores de polêmicas. Umas boas, outras nem tanto. Os favoritos à sucessão estadual não são vocacionados ao talk-show em que se tranformou a reunião semanal do governador e subordinados pagos para aplaudi-lo. Uma hipótese ainda não aventada por ninguém que se arvora em formador de opinião, seria Requião permanecer no governo, convencido de que não se elege senador. Álvaro fez isso, em l990, supondo que Requião um dia iria retribuir o ato de lealdade. Recebeu o troco em 1994. Requião entregou o leme a Mário Pereira e sua caterva e sabemos o que dai resultou.
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