" Bindé, me dá uma carona". Mané Preá, no Nova Itália, em janeiro, me pedindo assento no carro da GM. Ele ia pro centro. Levei-o até um trecho, pois me dirigia a Unioeste. Não o vi mais. Sábado, no Bar do Cidinho, a notícia. Preá morrera, vítima de derrame, um dia antes. Nos conhecemos nos tunguetes da Carlos Gomes, anos 80/90, no auge das cachetas e dos pontinhos. Mané, aos 58 anos presumíveis, foi dono de casas de jogo, onde sempre tratou os amigos com educação e urbanidade. Num deles, a inscrição na porta: "Entre sem bater". Assim que o li, interpretei-o. Mané não queria ninguém batendo as paradas. Certa vez aplicou uma surra das homéricas em Dirceu " Borboleta", na Barão do Cerro Azul. Destes tempos, se não cito Edésio, Polaco, Polaquinho, Jovem, Cícero, Bric, Calça Larga, Vecchi, Macanhâo, Tcheco 1, Tcheco 2, Itamar Almeida, Osny Iori, Adelar, Airton, Cride, Zé Galdino, Paiti, Copel, Piazinho, Baiano, Neguitinho, Bastroco, João Branco, incorro em omissão. Com os planos econômicos editados a partir de l986, a malandragem foi diminuindo, extinta depois do Real, em julho de l994. Além de Preá, cortam lenha, João Branco, Itamar, Neguitinho, Cride, Zé Galdino e "Maior da Região", o Vecão, carecão, barrigudão, " a cada dia mais véio e com cara de paiaço". Vecchi, ao optar por Curitiba, em l999, me incumbiu de anunciar sua morte, já que abandonou a Curva de Rio com Diabetes, em estado tão avançado, que não lhe dava mais de 2 anos de vida. Em 2004, Samarone, citando o Eduardo Fico de Castro, que abrigava Vecão na lanchonete, em Curitiba, anunciou o óbito. Cride e Zé Galdino faleceram de infarto, Itamar se envolveu numa pistolagem Lajeado (RS).Nunca mais foi visto. Rodrigo "Pauleira", morto com um tiro no abdômen, em 2003, no Auto-Posto Ipiranga, perto do prédio da Secretaria da Saúde, acha que pode ter sido morto em Matinhos (PR) quando a pipoca comeu num barzinho, onde Almeida, braço armado de Arnaldo Debonna, emborcava o cafézinho matinal. Na gíria de Rodrigo, leão-de-chácara da Câmara de Vereadores, nomeado por Alcebíades Pereira, a bala, depois de deflagrada, se fragmenta e se transforma em pipoca. João Branco infartou num plantão, em setembro de l990. Estava de serviço na Delegacia de Polícia. João foi o Cabo Bruno da PC. Quem sabe de histórias dele, é o dr. Amadeu Trevisan Araújo. Matava por prazer. Ele e o Vander Bruck. Ari Bier morreu numa emboscada perto do cemitério central. O crime nunca foi esclarecido.
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