terça-feira, 26 de maio de 2009
LUIZ LIMA REBATEU INSINUAÇÕES DE OLIVEIRA
Quem aguardava alguma resposta comprometedora à gestão de Lísias Tomé durante o depoímento de Luiz Lima, ouvido durante 40 minutos na tarde desta terça-feira 26, no plenário da Câmara de Vereadores pela CEI da Cohavel, se decepcionou. O depoente se limitou a rebater acusações genéricas formuladas por Vilson Oliveira à mesma CEI, dia 20 de abril , cujos tópicos foram editados e reproduzidos no início dos trabalhos. Respondendo às insinuções sobre gastos exagerados nos últimos meses da administração anterior, da qual foi homem-chave, Luiz Lima classificou- as de "equivocadas". Contrariou até mesmo o secretário das Finanças, Luiz Frare, que, logo que assumiu, em janeiro, revelou-se impressionado com o volume de recursos empenhados em novembro e dezembro, R$ 27 milhões, a mesma quantia que levou o ex-presidente da Cohavel a pedir que a CEI investigasse melhor esses últimos desembolsos. Lima esclareceu que, durante todo o ano de 2008 foram gastos 22 milhões de reais, dos quais, 22,2 milhões nos dois últimos meses. A CEI ficou quieta diante da resposta. Sobre denúncias de Oliveira, de que a Cohavel era usada por outras secretarias para aditivar obras, Luiz Lima, sempre tranquilo, seguro, respondeu que o máximo que os engenheiros da Sesop - Secretaria de Obras - fizeram, foi medir o tamanho das obras, citando muros, como exemplo. Luiz Lima disse que Vilson Oliveira se desentendeu com ele e, por isso, em vez de esclarecer o que houve na Cohavel, partiu para as suposições que induziram a CEI a convocá-lo, deixando seus afazeres na Secretaria de Turismo da Prefeitura de Paranaguá (PR). Durante a oitiva de Lima, os vereadores Léo Mion (membro) e Valdecir Nath (relator) deixaram o presidente Marcos Rios sosinho na formulação das perguntas, mesmo sendo convidados pelo tucano para ajudarem no interrogatório, adotando a mesma postura que já haviam praticado quando Vilson Oliveira compareceu para prestar esclarecimentos. Oliveira acompanhou o depoímento de Luiz Lima ao lado da repórter Kátia Sen (Tarobá) e saiu dali com a imagem de quarto membro da CEI: do pauteiro. Se não fosse ele, a Comissão Especial de Investigação ficaria sem subsídios para continuar sua tarefa. É a impressão generalizada de minha autoria. Um público pequeno acompanhou o depoímento de Luiz Lima. Cerca de 60 pessoas, entre curiosos, funcionários da Câmara, ex-funcionários comissionados da gestão Tomé ( Armando de Souza, Vitor Hugo Fedumenti, Djalma Santos, Rafael Paranhos). O grande ausente foi Moacir Vozniak, que ficou na Codevel durante quatro anos, considerado o Luiz Lima da Companhia. Ao abandonar a Câmara, Luiz Lima, dentro de um casaco de veludo preto e de calças jeans azul, ouvido por este blogueiro, indagado se considerou-se bem interrogado por Marcos Rios, se esquivou e não disse com sinceridade o que achou das perguntas que respondeu durante os 40m de diálogo amistoso, diferente da oitiva de Oliveira, mais quente e açodada, bem ao estilo Vilsão. O presidente da CEI tentou envolver a Secretaria de Obras com os desmandos ocorridos na Cohavel. Pelos jeito, se sobrar para alguém, este alguém será Vilson Oliveira, contra quem a CEI e o MP já dispõem de fartas provas de desvio de recursos, como os mais de R$ 300 mil do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico (FUNDEB) que não foram aplicados em duas escolas. No dia 20 de abril, Vilson mentiu à CEI (perjúrio) ao dizer que naquele momento estavam entrando nas contas da prefeitura l91 mil reais, do Fundeb, já que a gestão atual cancelara os projetos das unidades educacionais. Tudo chute. Não entrou um centavo sequer na Secretaria de Educação. Nós haviamos antecipado que Luiz Lima é bom de papo. Passou a conversa na CEI, sem precisar gritar e mentir. Até mesmo a dupla de policiais militares, requisitada pela CEI, presente ao plenário da Casa, poderia estar em outro local, onde, sim, o policiamento preventivo se faz necessário. Tudo pirotecnia para justificar a inexistência de provas consistentes que pudessem incriminar o ouvido, como a balela dos 27 milhões de reais. Talvez, por isso, a ocupação da sala de audiências foi de apenas 60 pessoas, num auditório de 110 cadeiras ociosas. Ou, 28%, no cálculo do Fabinho. Quem acabou roubando a cena, foi a Andressa Míssio, repórter da RPC. Como sempre.
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