A bomba que o ainda vereador Mário Seibert (PTC) iria detonar na sessão de
hoje, foi desativada. O máximo que o legislador liberou foi um " não sou vendedor de sonhos", se referindo a platéia de moradores de bairros da região norte, que, convidados pelo prefeito no debate passado, aceitaram o convite oficial e foram até a Câmara acompanhar a votação do projeto aprovado pela totalidade dos edis (l4). Vão aplicar asfalto e anti-pó em diversas ruas com os 2 milhões de reais que o Dr. Lísias arrumou com a Caixa Econômica Federal, depois que a folha de pagamento do funcionalismo saiu de um banco privado e foi para a estatal conhecida pela sigla CEF. Acompanhei os instantes finais da sessão, onde os candidatos procuraram se esmerar diante dos eleitores presentes ( cerca de 40). Dalmina e Aderbal foram os mais falantes, seguidos de Júlio César e Fernandes Dias Lima. O líder do prefeito, Alcebíades Pereira (PSC) arrancou aplausos, que foram tolerados pela mesa, além do Seibert, que, pode a qualquer momento ser substituído port Egidia Covatti, cuja idade ninguém especula, por são ser candidata a prefeita. Mas deve estar muito perto da idade de Idalina e Salazar. Somando as três idades, dá uns 210 anos. Para entender a expressão de mercador do Seibert haveria necessidade de explicar o teor de uma emenda ao projeto original, de autoria do Aderbal, que, quando não cria leis, emenda a dos outros. Mas um vendedor de doces que acompanhava a sessão, falou ao irmão de Mário: " Se o Mário não vende sonhos, que me compre pelo menos um pé-de-moleque".
No capô traseiro do Fiat de Robson Macanhão, filho do incansável Armando, um adesivo de Edgar Bueno. Em cima, no vidro, Léo Mion. O " Carioca Capixaba", ex-chefe de gabinete do Júlio, aponta com o indicador da mão direita e exige explicação ao filho de Armando, uma vez que Léo anda pedindo votos para Salazar Barreiros e Robson é seu cabo eleitoral. Robson se explicou, mas não convenceu de todo. O tio de Léo, Paulo Roberto, teria gravado apoio a Salazar para ser veiculado na televisão. E teria viajado, o que não é verdade, pois vi-o à tarde, fumando, defronte ao cartório. " Paulinho" anda ameaçando salazarar há tempos. Nas duas últimas eleições, as candidaturas que apoiou, venceram. Edgar em 2000 e Lisias Tomé 4 anos depois. Mas o notário não tem sido muito hábil na condução do pós-vitória. Com Edgar foi secretário de Esportes. Com Lísias tentou ser chefe de Gabinete. Havia um Cléverson Thomé no caminho.
Quem aderiu à candidatura de Edgar, é Eduardo Marassi. Já pode ser encontrado no comitê do PDT na Rio de Janeiro. Integrante da ala do ex-prefeito Jacy Scanagatta, andava na turma da marola, ao lado de Sérgio Terres. É possível que os últimos números das pesquisas sobre intenção de voto, tenham feito com que a dupla descesse do muro. Edu é marido de Virginia, que já foi primeira-dama interina na segunda gestão de Salazar, quando o vice assumiu a chefia do Executivo para o titular viajar, sem requerer diárias na volta. E é a pessoa mais isenta para comentar os 8 anos de Idalina à Frente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar). Salazar é suspeito quando elogia a esposa. Por citar Idalina, já que me citaram segunda-feira, o que ela andou dizendo na televisão não repercutiu bem. Tanto seu visual como o que disse tem recebido comentários nada favoráveis junto ao eleitorado. Falta um Tadeu nisso tudo.
E o Aderbal continua fazendo propaganda do Professor do PSOL, o Ivanildo. Nos minutos finais da sessão, quando se discutia se a emenda seria ou não aprovada, falou duas vezes, em alto volume, " está claro!". Para quem acusou o candidato de estar agenciado para bater no PT, um claro sinal de reconciliação. É isso. Mais, não estou em condições de criar. Foi o que vi e ouvi nas últimas horas.
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