É pastagem, sim. Pasto, logo existo. Renovo o blog por causa de cena que me levou à letra de De Frente Pro Crime, do João e do Aldir, na voz da Simone. Havia um corpo estendido no chão no asfalto da rua Paraná, frontal a uma farmácia inaugurada para receber flagelados do trânsito. O motoqueiro causador do atropelamento, não sabe que, a alguns metros dali, há um hospital que não atende pelo SUS. E exibe enorme cartaz para avisar. É o posto de saúde do Dr. Lima. Segundo populares, a atropelada, depois de socorrida pelos socorristas do Siate, após permanecer deitada no chão asfaltado 8 minutos, cronometrados, acudida por uma mulher, portando guarda-chuva, com a qual a infeliz foi protegida, foi removida e não aumentou as estatística de mortes, contribuindo apenas para dilatar a contagem dos acidentes envolvendo motos e motoqueiros. No final de semana, 24, 19 envolvendo motos. São números capazes de tirar do imobilismo o mais imobilista dos blogueiros. A vítima tem nome, idade, residência, profissão, detalhes que poderiam me ajudar a transformar essas linhas em notícia completa, podendo até ser copiada em redações de jornais, pois, só de diários, Cascavel voltou a ter cinco deles, se é correto que a gazeta do Marcos Solano é diária como é a do Marcos Formiguieri.
Nos festejos alusivos aos 11 anos de Via Fax, dia 13, relembro uma das piores notícias aqui escritas. Matamos o sindicalista Gladir Antônio Basso. Quando Cléverson Thomé produziu um choque com a moto que pilotava, contra um carrinho dirigido por uma mulher, que, se fosse a júri, iria ser condenada, pois entrou na pista indevidamente, erradamente, barbeiramente, quando isto ocorreu, escrevemos que o basso do Cléverson ficou dilacerado. Mesmo com o corretor automático do word sublinhando, mantivemos a grafia com os SS. O correto seria baço, pois glândula, se escreve com cê, devidamente cedilhado. Tivemos que lavrar um vergonhoso mea-culpa na edição seguinte, pois os familiares do presidente do Sindicato dos Bancários e da Federação deles, ficaram chocados com a reforma ortográfica assassina. Foi o pior momento de Via Fax em seus onze anos, que, para alguns, é muito tempo para o nosso tamanho. E vamos longe. Se as elites o permitirem, em breve, a edição 2000, não nas bancas, mas nas mãos dos assinantes. Nas bancas, não dá lucro.
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